Por André L. Pavesi
Com revisão de Caio Bezarias

Você já viu como ficam os tubarões quando farejam sangue na água?

Escritores são exatamente como eles.

Ficamos nadando por aquela tela em branco, olhando em volta, simplesmente buscando qual será a próxima palavra. As vezes elas somem, parecem nadar em outras correntes. As vezes elas surgem num maldito cardume, e mal temos tempo de ordená-las, sem que escape alguma.

Mas algumas vezes, há sangue na água. Há a paixão, a força e o frenesi incontroláveis de uma verdadeira história. Um peixe, dos grandes.

E nesse momento, somos como tubarões enlouquecidos, que mordem, rasgam e dilaceram tudo que ficar no meio do caminho. Mas, na melhores noites, pegamos nosso alvo.

 

 

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